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A BioTIC S/A – Parque Tecnológico de Brasília realizou nesta segunda-feira, 23 de setembro, o tech talk “Cibersegurança: usuários, corporações e nações sob ataque. O evento, promovido em parceria com o Metrópoles e a Revista Época, reuniu os maiores especialistas do País para debater questões sob três diferentes prismas: internautas, empresas e governos.

Durante a abertura do evento, Gustavo Dias, presidente da BioTIC, comentou que a ideia do seminário nasceu após o The Intercept Brasil ter publicado, em julho passado, mensagens atribuídas ao ministro Sérgio Moro e a procuradores da Operação Lava Jato. “Dados foram colhidos ilegalmente e isso tem acontecido sistematicamente com os internautas, empresas e governos. A segurança digital nesse momento em que tudo é 4.0 é fundamental para que os sistemas estejam protegidos”, falou o presidente do Parque Tecnológico.

Na oportunidade, o governador Ibaneis Rocha antecipou que está editando um decreto para regulamentar a legislação acerca da segurança da informação nos ambientes de trabalho. Em seu discurso, ele criticou a falta de tecnologia no governo local. “No DF, nós sofremos muito com esta questão tecnológica. Até agora eu não consegui implementar um sistema de folhas e compras que seja totalmente informatizado. É um grande desperdício de recursos e de mão de obra. Precisamos avançar muito”, disse. Ainda segundo o chefe do Executivo, é necessário “que este ambiente de tecnologia que hoje se multiplica dentro da BioTIC, se aprofunde e chegue dentro da máquina governamental”.

O primeiro tech talk do dia tratou sobre o 5G, IOT e as vulnerabilidades hiperconectadas, com Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab – PSafe, e João Gondim, professor de Ciências da Computação da Universidade de Brasília. Na ocasião, Simoni afirmou que “basta estar conectado para estar vulnerável. “No Brasil, nós temos 30 mil tentativas de clonagem de Whatsapp por mês”, aponta o especialista. O bate-papo circundou em torno do advento da internet 5G e quais implicações a chegada da tecnologia trará para indivíduos, empresas e governo.  Os ciberataques às empresas também foram abordados durante o evento. Já o jornalista especializado em tecnologia Keynote, Pedro Doria, falou em “Privacidade, um luxo na vida digital”.

Em seguida, o apresentador Rafael Cortez conduziu o painel “Profissão: hacker”, conversando com dois ex-piratas da web que, atualmente, trabalham como consultores de segurança para empresas. Cortez perguntou o que um cidadão pode fazer não ser vítima de um crime virtual. “O que é segredo para você, não coloque na internet”, alertou Wanderley Abreu. Já o ex-hacker João Brasio disse efusivamente: “Senhas fracas e reutilizadas são a primeira porta para os ataques cibernéticos. Se uma empresa vazar seu e-mail e suas credenciais, o atacante vai reutilizá-las em uma infinidade de serviços, até ele receber um “logado com sucesso”. Aí é que toda a tragédia vai começar”, disse.

A Ciberespionagem: uma ameaça real às nações, com Sandro Süffert, CEO da Apura, presidente ABSec e membro da HTCia e Rodrigo Carvalho, perito de crimes cibernéticos da Polícia Federal, fechou o evento. Ao todo, oito painéis discutiram assuntos inerentes à cibersegurança.

Durante todo o dia, mais de 400 pessoas participaram dos painéis no auditório do Parque Tecnológico de Brasília. Outros milhares acompanharam a programação pela transmissão ao vivo, no Youtube.

Parque Tecnológico de Brasília sedia evento sobre cibersegurança

Suzana Leite
Assessoria de Comunicação Social
Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap)
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